
É
bem provável que você nunca tenha ouvido falar de um componente chamado acelerômetro, mas seu notebook com certeza tem um desses. A função dele é detectar mudanças na aceleração do aparelho, que se for maior que a da gravidade indica um movimento brusco ou uma queda. A partir dessa informação o hardware do aparelho pode tomar algumas providencias para proteger as informações e, principalmente, o HD. Mas agora os cientistas estão trabalhando numa nova utilidade para eles: detectar terremotos.
Um sensor profissional para detectar terremotos custa entre US$ 10.000,00 e US$ 100.00,00. Por esse motivo a quantidade de sensores espalhados pelo mundo é pequena e feita geralmente em locais propensos à ocorrência de abalos. Agora a iniciativa de usar os acelerômetros dos notebooks vai estender a coleta de dados para muito além do que seria possível com os sensores convencionais, e com um custo praticamente nulo. "Com muitos mais sensores baratos, em vez de calcular onde os terremotos mais fortes foram sentidos, por meio da interpolação entre os sensores (profissionais), nós seremos capazes de saber imediatamente onde os grandes abalos foram sentidos porque nós teremos sensores lá," diz a pesquisadora Elizabeth Cochran, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.
O projeto chama-se QCN (Quake Catcher Network) é possível graças ao trabalho de um grupo de hackers chamado teenage mutant ninjas. Em 2005 eles descobriram como acessar o acelerômetro em computadores Apple. David Griscom, um ano mais tarde, desenvolveu o software SeisMac, que foi apresentado como uma ferramenta educacional para um grupo de sismólogos dos Estados Unidos. Elisabeth teve a idéia de integrar o SeisMac a plataforma Boinc, a mesma utilizada por projetos como o SETI@home, folding@home e LHC@Home. O sistema central coleta os dados provenientes dos computadores e faz uma filtragem a partir de informações advindas de outros computadores na mesma localidade. Assim é possível diferenciar um tremor real de terra de um esbarrão na mesa, por exemplo. Cerca de 1500 computadores de voluntários fazem parte do projeto até o momento, e vários tremores foram detectados, incluindo um terremoto de 5.4 pontos na escala Richter ocorrido em Los Angeles em julho.
No momento a localização dos computadores é baseada em informações cedidas pelos próprios usuários. Futuramente, à medida que mais computadores saírem de fabrica com tecnologia GPS, a precisão deve ser aumentada. Christensen trabalha agora na integração de sensores stand-alone ao projeto. Esses sensores permitem integrar acelerômetros a um computador desktop por meio da porta USB. Essa tecnologia custa aproximadamente US$ 30,00 cada, o que viabiliza a expansão da rede por todo o planeta.
Um sensor profissional para detectar terremotos custa entre US$ 10.000,00 e US$ 100.00,00. Por esse motivo a quantidade de sensores espalhados pelo mundo é pequena e feita geralmente em locais propensos à ocorrência de abalos. Agora a iniciativa de usar os acelerômetros dos notebooks vai estender a coleta de dados para muito além do que seria possível com os sensores convencionais, e com um custo praticamente nulo. "Com muitos mais sensores baratos, em vez de calcular onde os terremotos mais fortes foram sentidos, por meio da interpolação entre os sensores (profissionais), nós seremos capazes de saber imediatamente onde os grandes abalos foram sentidos porque nós teremos sensores lá," diz a pesquisadora Elizabeth Cochran, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.
O projeto chama-se QCN (Quake Catcher Network) é possível graças ao trabalho de um grupo de hackers chamado teenage mutant ninjas. Em 2005 eles descobriram como acessar o acelerômetro em computadores Apple. David Griscom, um ano mais tarde, desenvolveu o software SeisMac, que foi apresentado como uma ferramenta educacional para um grupo de sismólogos dos Estados Unidos. Elisabeth teve a idéia de integrar o SeisMac a plataforma Boinc, a mesma utilizada por projetos como o SETI@home, folding@home e LHC@Home. O sistema central coleta os dados provenientes dos computadores e faz uma filtragem a partir de informações advindas de outros computadores na mesma localidade. Assim é possível diferenciar um tremor real de terra de um esbarrão na mesa, por exemplo. Cerca de 1500 computadores de voluntários fazem parte do projeto até o momento, e vários tremores foram detectados, incluindo um terremoto de 5.4 pontos na escala Richter ocorrido em Los Angeles em julho.
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